quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

TUDO PELA PRESENÇA DE DEUS


"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Fl.3:13-14)

Vamos!


Não é hora de reclamar; de achar culpados; de discussão; de abatimento; de tristeza e depressão...

Não é hora de desistir! Não é hora de mudar de rumo, nem de desviar-se... É hora de prosseguir para O Alvo.

O Salmista diz que os filhos são como flechas; Isaías diz que O Messias (e aqueles que são Dele), são como uma flecha polida e escondida à sobra da mão do Guerreiro, que é escondida em sua aljava. O momento em que O Poderoso de Jacó, nos tira de Sua Aljava e enverga O Seu Arco, Ele não erra o alvo. A flecha precisa ser reta, senão se desviará! Precisa estar polida para perfurar o Alvo e prender-se nele.

Lutamos contra os cuidados do Todo Poderoso, quando Ele nos quer polir e endireitar. Pulamos dentro da Aljava insistentemente para que sejamos nós os eleitos para sermos lançados, e muitas vezes por nossas imperfeições ou por não estarmos prontos, nos desviamos e não atingimos O Alvo.

Moisés no deserto, viu uma geração inteira morrer... também viram isso Josué e Calebe. Eram seus irmãos e amigos, seu povo, seus familiares, companheiros na escravidão, companheiros na libertação, separados agora, no trajeto para o Alvo.

Arão perdeu dois filhos; Eleazar e Itamar seus irmãos mais velhos; Moisés perdeu parentes; Moisés perdeu seu irmão; Josué e a nação perderam Moisés... Vamos para o Alvo!

Às vezes esperamos que outros façam (eles sabiam realmente como fazer); outras vezes gostaríamos que outros fizessem (temos também o direito ao conforto); tantas vezes dizemos: Não vou fazer desta vez, que outros façam! Nos arrependemos de pronto e estamos lá de novo, por causa do Alvo!

Desde criança fui treinado para seguir... deixar os amigos, as casas, as lembranças, as alegrias, as vergonhas, as tristezas, as mágoas, os honras, os louros, as dores, os medos, tudo por causa do Alvo!

Por causa de David um homem morreu, mas, ele não desistiu e foi adorar; David perdeu um filho, e depois da triste notícia foi adorar; David foi criticado e zombado, mas, não parou de adorar; David fugiu tantas vezes e na escuridão da noite, ou no alvorecer do dia, lá ele estava... em adoração; roubaram tudo de David e quiseram matá-lo, mas, David foi adorar e na adoração recobrou forças; David não se contentou com a coroa, ele quis a Glória e a Presença de Deus; David não se contentou com a Presença de Deus, ele quis que ela fosse perpétua e por isso quis lhe construir uma Casa; David pediu uma coisa e a buscou: Poder habitar na Presença de Deus por todos os dias da sua vida.

Moisés foi enfático com Deus: Se não fores conosco, não nos faça sair deste lugar! Moisés creu e quis o que parecia impossível: Quero ver a Tua face, quero a Tua Presença Pai! Ele não sabe que não se pode ter tal coisa e continuar vivo? Não importa eu quero e eu vou!

Não importa! eu quero e eu vou... O Alvo nos está proposto!

O evangelho de Marcos relata que Jesus escolheu quem Ele quis. E os que Ele escolheu subiram até um monte, esforçaram-se para chegar até ele, porém dos doze, um se perdeu... Não importa! eu quero e eu vou...

João como todos os outros ficou com medo, confuso, e fugiu também, mas, Jesus estava lá crucificado, e não importa! Eu quero e eu vou... Ele subiu até o Gólgota, o Monte da Caveira, e lá esteve com Jesus, de quem ouviu: Está consumado! Eu alcancei o Alvo, ensine os outros que é assim que se faz!

João viu que o alcançar o alvo é um desprender-se de sua vontade humana, para cumprir a Vontade do Poderoso de Jacó, que nos lançou de seu Arco. É dizer como Jesus: Não seja feita a minha vontade, mas, a Tua. É realmente não se importar com o que é perecível e natural, e pode ser rasgado e moído e transpassado (como foi o Corpo de Jesus); Deus não vê aparência, vê coração. Ele (Jesus), não tinha beleza nem formosura; era reputado como um aflito, ferido de Deus e oprimido; mas, Ele verá o fruto do seu penoso trabalho! Ele se alegrará vendo suas feridas se transformando na cura de muitos; as injúrias, pecados e iniquidades que lhe foram imputadas sendo convertidas em perdão, reconciliação e restauração; Ele que foi a Oferta pelo pecado verá a Sua posteridade; Sua longevidade e a prosperidade do Eterno sobre as obras das Suas Mãos.

Não importa! Eu quero e eu vou...

Não se entristeça, se como um profeta o que tem recebido de Deus está se perdendo como sementes que estão caido à beira do caminho e então são roubadas por corvos. Procure uma terra fértil para semeá-la. Em outras palavras, não fique triste! Trabalhe com mais dedicação ainda.

Não se entristeça, se as pessoas reconhecem que o que tem recebido vem de Deus, mas, não se empenham por alcançar, nem se as pessoas se alegram mas demonstram estar mais interessadas nas coisas da vida cotidiana. Procure uma terra fértil para semear o que Deus tem te dado. Em outras palavras, não fique triste! Trabalhe com mais dedicação ainda.

Quando encontrar uma terra preparada e cuidada, semeie de manhã e também à tarde, você não sabe se esta ou aquela semente vão prosperar, ou as duas, mas semeie, e cuide da plantação e prepare-se, porque estão se aproximando os dias em que aqueles que semeiam se encontrarão com os que colhem...

Em outras palavras... deixe as coisas que para trás ficam e prossiga para O Alvo da Soberana Vocação de Deus em Cristo Jesus.

Feliz 2011!
O Ano da Presença de Deus!

Não importa! Eu quero e eu vou...

Paulo de Tarso, apóstolo

sábado, 20 de novembro de 2010

Aumann - entrevista para a Revista Veja

Robert Aumann recebeu, em 2005, o Prêmio Nobel de Economia por seus estudos na área da Teoria dos Jogos. Suas teses ajudam a compreender os princípios que regem os conflitos e como se consegue convencer adversários a cooperar entre si. As teorias do judeu ortodoxo de 79 anos têm aplicação prática na economia, na diplomacia, em política e até em religião. Aumann começou a se interessar pelo assunto na década de 50, depois de conhecer John Nash – vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1994 – e de receber a missão de desenvolver estratégias de defesa para os Estados Unidos em plena Guerra Fria. Aumann nasceu na Alemanha e sua família emigrou para os Estados Unidos em 1938, para fugir do nazismo. Um de seus filhos morreu na primeira guerra do Líbano, em 1982. Aumann, que vem ao Brasil no próximo dia 9 para uma série de palestras, concedeu a seguinte entrevista a VEJA, de sua sala na Universidade Hebraica de Jerusalém.

O fato de sua vida ter sido marcada por dramas de guerras determinou seu interesse pelo tema?
Sim, você está certo. A II Guerra Mundial e o constante estado de conflito em Israel, que se estende desde 1922, certamente me influenciaram. A convivência constante com guerras despertou em mim grande interesse pelo mecanismo das lutas armadas. Eu me considero um homem de paz. Mas a forma como os outros homens de paz querem acabar com as guerras não é eficiente. Eu quero paz, mas de um jeito diferente. O estudo da economia e da Teoria dos Jogos me ensinou que as coisas nem sempre são o que parecem. O funcionamento dessas ciências é mais complexo e tem relação com a maneira com que as ações de um indivíduo afetam outras pessoas. Essa interação depende de uma rede intrincada de participantes ou, como costumo chamar, jogadores. Por isso, não basta querer a paz para consegui-la. É preciso entender como esse desejo afeta outras pessoas. Dizer "eu quero paz" pode não trazer paz, mas guerra. Para minimizar as surpresas é preciso calcular com muito cuidado como uma ação leva a outras.


"Mesmo que o governo iraniano consiga construir a bomba atômica, duvido que os aiatolás a usem. O problema é essas armas caírem nas mãos da Al Qaeda, que não tem endereço"


O que é a Teoria dos Jogos?
É uma ciência que examina situações em que dois ou mais indivíduos ou entidades lutam por diferentes objetivos, nem sempre opostos. Cada jogador tem consciência de que os outros também agem de forma a atingir as próprias metas. Um exemplo óbvio são os jogos recreativos ou esportivos, como o xadrez, o pôquer e o futebol, em que todos os participantes possuem metas próprias. No xadrez, cada peça movida por um jogador desencadeia uma série de reações no adversário. A compra de uma casa também pode ser analisada por meio da Teoria dos Jogos, mas sugere um cenário completamente diferente, pois o comprador tem objetivos comuns aos do vendedor. Ambos estão interessados em que o negócio se concretize. Alguns aspectos da negociação, porém, são opostos, porque o comprador quer um preço mais baixo e o vendedor um preço mais alto. Nessa disputa, o comprador analisa os movimentos do vendedor, e vice-versa. Cada um pensa sob o ponto de vista do outro para elaborar uma maneira de atuar. O mesmo vale para a política ou para a guerra. Minha pesquisa consiste em analisar as estratégias de situações interativas como essas.

Há fórmulas matemáticas para analisar as estratégias possíveis?
Não há uma fórmula matemática universal, mas existem conceitos fundamentais na Teoria dos Jogos, como a noção de equilíbrio. Esse conceito foi inventado por John Nash, a quem a maioria das pessoas conhece pelo filme Uma Mente Brilhante (com Russell Crowe no papel do cientista).Nash desenvolveu a noção do ponto de equilíbrio, que ocorre quando cada jogador encontra sua maneira ideal de atuar no jogo. Cada um, portanto, cria sua melhor estratégia possível, levando em conta o que o outro está fazendo. Para cada tipo de situação há fórmulas diferentes a ser aplicadas.

Nash ganhou o Prêmio Nobel por sua teoria do ponto de equilíbrio e o senhor por ter dado um passo além, com a Teoria dos Jogos Repetitivos. Em que elas diferem?
A base conceitual é a mesma. Mas a maneira de as pessoas se comportarem no jogo repetitivo é diferente. Quando se joga o mesmo jogo repetidas vezes, o comportamento de um jogador hoje afeta a atuação do outro amanhã, e assim por diante. Minha teoria vê toda essa repetição como um único jogo e determina qual é o equilíbrio do processo inteiro. A conclusão é que, em uma situação repetitiva – uma negociação que se estende por várias rodadas, por exemplo –, é mais fácil conseguir cooperação entre as partes. A ideia básica dessa teoria é o uso de incentivos. No ponto de equilíbrio de um jogo, cada um faz o que é melhor para si. Para convencer o outro a fazer algo que é bom para você, é preciso dar a ele motivos para que o ajude.

Como o senhor começou a aplicar a Teoria dos Jogos à Guerra Fria?
Eu conheci John Nash no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) nos anos 50 e estou em contato constante com ele desde 1994. Quando eu o conheci, Nash contou-me sobre a Teoria dos Jogos e a do ponto de equilíbrio, mas eu não estava interessado nesse assunto. Em 1954, fui trabalhar na Universidade Princeton e deparei com um problema muito prático que me fez lembrar das conversas com Nash. O desafio era desenvolver a melhor estratégia para defender uma cidade de um hipotético ataque nuclear aéreo, em que apenas um ou outro avião carrega bombas atômicas. Agora que Nash está mais ou menos recuperado de sua doença (ele sofre de esquizofrenia), voltou a trabalhar com o tema. Eu o vejo com certa frequência, umas duas vezes por ano.

De que maneira a Teoria dos Jogos pode ajudar a evitar ou solucionar guerras?
É preciso identificar os elementos comuns a diferentes situações de conflito. Em diversos conflitos atuais, há uma tentativa de resolver o problema tomando medidas para agradar à outra parte. Há quem pense que atender às demandas do adversário pode trazer a paz. Basta usar raciocínio lógico e analisar a história para ver que isso não é verdade. O senso comum diz que a II Guerra Mundial foi causada por Adolf Hitler. Há alguma verdade nisso, porque foi ele quem ordenou a invasão da Polônia em setembro de 1939. Mas o papel desempenhado pelo primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain é frequentemente negligenciado. É impressionante ler os jornais daquele tempo e perceber quanto a retórica de Chamberlain era similar ao que ouvimos hoje em dia na diplomacia: "Nós temos de conseguir a paz, temos de entender o outro lado, temos de fazer concessões...".

Como a política de pacificação de Chamberlain?
Ele estava tão obcecado em garantir a paz que passou a atender a todas as demandas de Hitler. Ao fim das negociações de Munique, em 1938, ele perguntou a Hitler se todas as exigências da Alemanha haviam sido atendidas. Hitler disse que sim. Chamberlain, então, voltou a Londres, exibiu pomposamente o acordo assinado com Hitler e proferiu a frase que entraria para a história dos piores erros de avaliação: "A paz em nosso tempo está assegurada". Dias depois as tropas alemãs ocuparam os Sudetos. Meses depois tomaram a então Checoslováquia. Um ano depois Hitler invadiu a Polônia. Só então a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. Hitler ficou furioso. Ele tinha razões para isso. Chamberlain levou-o a acreditar que a Inglaterra aceitaria qualquer coisa que ele fizesse, sem limites. As concessões de Chamberlain foram um incentivo para Hitler, e elas levaram o mundo à II Grande Guerra.


"Em diversos conflitos atuais, há uma tentativa de agradar à outra parte. Erra quem pensa que atender às demandas do adversário pode trazer a paz. Isso não é verdade"


Se fazer concessões não ajuda, que tipo de incentivo pode acabar com um conflito?
É preciso dizer na mesa de negociação: "Não vamos aceitar essas demandas e, se vocês insistirem nelas, vamos revidar com violência". Há dois tipos de incentivo: a cenoura e o porrete. Theodore Roosevelt dizia para falar com suavidade, mas ter sempre à mão um porrete. Se Chamberlain tivesse dito a Hitler em 1938 em Munique que não aceitaria certas demandas, Hitler teria de recuar, porque não estava ainda preparado para a guerra. Na crise dos mísseis de Cuba, em 1962, o presidente americano John Kennedy deixou claro aos russos que, se os mísseis não fossem retirados da ilha, os Estados Unidos agiriam. Com isso, Kennedy conseguiu a paz.

Foi a partir desse ponto que a Guerra Fria atingiu seu equilíbrio?
Exato. A Guerra Fria nunca esquentou porque nenhum dos lados cedeu às demandas do outro além de determinados limites. Havia aviões carregando armas nucleares no ar 24 horas por dia, 365 dias por ano, durante mais de quarenta anos. Em um jogo, algumas concessões podem ser necessárias, mas sempre com uma contrapartida. Do contrário, o adversário torna-se mais e mais intransigente e segue em frente com seus planos, sentindo-se impune.

Essa é a maneira correta de tratar o Irã em relação aos seus planos de construir um arsenal nuclear?
No caso do Irã, não fico muito preocupado. Mesmo que o governo iraniano consiga construir a bomba atômica, duvido que ele a utilize. Obviamente, isso daria ao Irã um bom poder de barganha, o que não é nada agradável. Não acredito que faria uso dessa arma, no entanto, porque Estados Unidos e Israel têm capacidade para responder a um ataque com um poder muito superior. É um pouco a lógica da Guerra Fria. O problema com o Irã não é o regime dos aiatolás querer utilizar a bomba, mas essa tecnologia cair nas mãos de grupos terroristas como a Al Qaeda, que não tem endereço. O que mantinha o equilíbrio durante a Guerra Fria é que um lado podia destruir o outro. A Al Qaeda não é um inimigo convencional com um país, uma capital e um povo. Ela pode atacar e não sofre retaliações.

O que fazer, então?
Já foram dados incentivos para o governo iraniano abandonar seu programa de enriquecimento de urânio. O que precisa ser feito agora é dar incentivos para que os aiatolás não entreguem a tecnologia e o material nuclear a grupos terroristas que não têm nada a perder. Ou seja, é preciso encontrar uma maneira de atribuir ao Irã a responsabilidade pelas consequências de um eventual desvio de seu armamento para mãos erradas.

Por essa análise, Israel não precisaria fazer um ataque preventivo ao Irã, certo?
Concordo, mas muitos membros do governo israelense não pensam como eu. O governo nunca me consultou sobre esses temas, nunca me pediu para analisar a questão sob a ótica da Teoria dos Jogos. Acho que tenho mais influência no Brasil do que em Israel.

O conflito entre israelenses e palestinos é de outra natureza, não?
No conflito árabe-israelense, ambos os lados têm espaço para negociação e para manobras, em uma relação de longo prazo. Não é uma situação em que é preciso pegar ou largar. Isso, em teoria, é bom para um processo de paz. O fracasso vem do fato de o governo israelense ser excessivamente flexível nas negociações com os palestinos. Fala-se apenas em paz, paz, paz. Como nos anos que precederam a II Guerra Mundial. Os árabes não se convenceram de que nós, israelenses, pretendemos ficar aqui. Eles dizem que somos como os cruzados, que vieram, ficaram por mais de 100 anos e se foram. Israel, no entanto, nada faz para convencê-los de que os judeus continuarão por aqui. Muitos dos problemas que estamos enfrentando hoje se devem à retirada israelense da Faixa de Gaza, em 2005. Não poderia haver nada pior para a paz. Os árabes pensaram que estávamos capitulando, pois foi essa mesma a mensagem que passamos a eles ao fazer a retirada unilateral. Os árabes interpretaram nosso gesto como fraqueza, tornaram-se intransigentes, e isso afastou ainda mais a possibilidade de uma negociação com melhores resultados.

A Teoria dos jogos - Robert John Aumann



O conflito árabe-israelense de
acordo com a “Teoria dos Jogos”

Prof. Robert John Aumann, “Prêmio Nobel”

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Dois homens, Rubens e Simão, são colocados em uma pequena sala com uma mala cheia de notas, totalizando U$ 100.000. O proprietário da mala anuncia o seguinte:
"Eu vou lhes dar todo o dinheiro que está nesta mala com uma condição: vocês dois tem que negociar um acordo sobre como dividi-lo. Só se vocês dois chegarem em um acordo é que eu me prontifico a lhes dar o dinheiro; senão, não".
Rubens é uma pessoa racional e percebe a oportunidade de ouro que se apresenta diante dele. Ele se vira para Simão com a óbvia sugestão: "Você pega metade e eu vou levar a outra metade, de modo que cada um de nós terá U$ 50.000".
Para sua surpresa, Simão franze a testa para ele e diz, num tom que não deixa margem para dúvidas: "Olha aqui, eu não sei quais são os seus planos para o dinheiro, mas eu não pretendo sair desta sala com menos de U$ 90.000. Se você aceitar, tudo bem. Se não, nós dois podemos ir para casa sem nenhum dinheiro no bolso".
Rubens mal pode acreditar em seus ouvidos. "O que aconteceu com Simão?", ele pergunta a si mesmo. "Por que ele tem que ter 90% do dinheiro e eu apenas 10%?" Ele decide tentar convencer Simão a aceitar sua visão. "Vamos ser lógicos", ele insiste, "Estamos na mesma situação, nós dois queremos o dinheiro. Vamos dividir o dinheiro de forma igual e nós dois vamos sair no lucro".
Simon, no entanto, não parece perturbado pela lógica de seu amigo. Ele escuta com atenção, mas quando Rubens termina de falar, ele diz, ainda mais enfaticamente do que antes: "90-10 ou nada. Essa é a minha última oferta".
Rubens fica vermelho de raiva. Ele está prestes a dar um soco no nariz do Simão, mas ele recua. Ele percebe que Simão não vai ceder e que a única maneira que ele pode deixar o quarto com algum dinheiro, é dar para Simão o que ele quer. Rubens ajeita sua roupa, leva U$ 10.000 dólares da mala, aperta a mão de Simão e sai da sala humilhado.
Este processo é chamado de “paradoxo do chantagista", na teoria dos jogos. O paradoxo é que Rubens, o racional, é forçado a se comportar irracionalmente, por definição, a fim de alcançar resultados máximos em face da situação que evoluiu de forma absurda. O que provoca esse resultado bizarro é o fato de Simão estar tão seguro de si e não vacilar ao fazer seu pedido exorbitante. Apesar de ser ilógica, esta atitude convence Rubens de que ele deve ceder para que possa tirar a melhor vantagem possível daquela situação.
As relações entre Israel e os países árabes são conduzidas ao longo das linhas desse paradoxo. Em cada fase de negociação, os árabes apresentam condições cada vez mais absurdas, impossíveis e inaceitáveis. Eles agem totalmente seguros de si, como quem acredita plenamente no que está pedindo, e deixam claro a Israel que não há chance de ter o seu apoio se não for naquelas absurdas condições. Invariavelmente, Israel compromete-se com as suas demandas de chantagem, porque senão Israel acha que vai sair da sala de mãos vazias. O exemplo mais flagrante disso é a negociação com a Síria, que vêm ocorrendo com diferentes níveis de negociadores durante anos. Os sírios deram a certeza de que estava claro, desde o início das negociações, que não iriam ceder nem um milímetro das Colinas de Golan — todo o Golan tinha que lhes ser entregue.
Do lado israelense, ansiosos para ter um acordo de paz com a Síria, a posição síria ficou tão bem internalizada, que o público israelense está certo que o ponto de partida para futuras negociações com a Síria precisa incluir a retirada completa dos israelenses das Colinas de Golan, apesar de saber que reter o Golan é de suma importância estratégica para garantir a segurança dentro das fronteiras para Israel. De acordo com a teoria dos jogos, Israel tem de mudar certas percepções básicas para melhorar suas chances no jogo das negociações com os árabes e ganhar a luta política a longo prazo:

A. Disposição de renunciar acordos - A posição política de Israel é baseada no princípio de que os acordos devem ser alcançados com os árabes a qualquer preço e que a falta de acordos é insustentável. No paradoxo chantagista, o comportamento de Rubens é o resultado de seu sentimento de que ele deve deixar o quarto com algum dinheiro na mão, não importa quão pequena seja a quantia. Já que Rubens não pode imaginar-se saindo da sala com as mãos vazias, ele acaba tornando-se presa fácil para Simão. Ele acaba saindo com uma certa quantia de dinheiro na mão, mas no papel do perdedor humilhado e bobo. Esta é semelhante à maneira como Israel lida com as negociações. Sua disposição mental, distorcida pelo paradoxo da chantagem, faz com que Israel seja capaz de rejeitar sugestões lógicas que fariam com que eles não tivessem que abrir mão de seus próprios interesses.

B. Tendo em conta a repetição - A teoria dos jogos diz respeito a situações que acontecem uma única vez, o que é diferente nas situações em que as coisas se repetem. Uma situação que se repete durante qualquer período de tempo, cria, paradoxalmente, a paridade estratégica que leva a cooperação entre os lados opostos. Esta cooperação ocorre quando ambos os lados percebem que o jogo vai se repetir, e que a influência dos movimentos presentes vai pesar em jogos futuros, o que é um fator de equilíbrio no jogo. Rubens viu o seu problema como um evento único, e se comportou de acordo. Se ele dissesse ao Simão que ele não iria renunciar ao valor que ele merece, mesmo se ele perdesse tudo, ele teria mudado o resultado do jogo por um período indeterminado. Provavelmente é verdade que ele ainda teria deixado o jogo de mãos vazias, mas na próxima reunião com Simão, este lembraria a reação original de Rubens e, agora sim, estaria disposto a chegar a um acordo que fosse vantajoso para os dois (para não sair de mão vazias, de novo). É assim que Israel tem que se comportar, olhando para o longo prazo, a fim de melhorar sua posição em futuras negociações, mesmo que isso signifique, agora, manter uma situação de guerra, negando-se a fazer acordos nestas condições, mas esta recusa agora seria algo que, depois, levaria a um acordo duradouro.

C. Fé em suas opiniões - Outro elemento que dá força ao "paradoxo chantagista" é a crença inabalável na sua própria opinião - por parte de um dos lados. Simão exemplifica isso. Essa fé dá uma confiança interna, ao candidato, em sua causa, desde o início e, eventualmente, acaba convencendo também o seu rival. O resultado é que o lado oposto também vai querer chegar a um acordo, ainda que à custa de condições que são bastante distantes de sua posição de abertura. Vários anos atrás, eu falei com um oficial superior de Israel, que afirmou que Israel deve se retirar das Colinas de Golan, no âmbito de um futuro tratado de paz com a Síria, porque o Golan é terra santa para os sírios, e eles nunca vão desistir dele. Expliquei-lhe que, primeiro os sírios haviam convencido a si mesmos de que o Golan é terra sagrada para eles, e só aí então é que eles foram capazes de convencê-lo também disso. É esta “crença inabalável” de que eles, os sírios, tem direito sobre estas terras, que vai nos convencer a ceder às suas demandas. A única solução para isto é que nós mesmos temos que acreditar de forma inabalável na nossa causa, no fato da nossa causa estar totalmente justificada. Só a fé completa em nossas demandas podem ter sucesso em convencer o nosso adversário a levar em conta a nossa opinião. Como em toda a ciência, a teoria dos jogos não toma partido em julgamentos morais e de valor. Ele analisa estrategicamente o comportamento de lados opostos em um jogo onde jogam um contra o outro. O Estado de Israel está no meio de um jogo com os seus oponentes, os seus inimigos. Como em todo jogo, o jogo entre árabes e israelenses envolve interesses que criam a estrutura do jogo e suas regras. Infelizmente, Israel ignora os princípios básicos da teoria dos jogos. Se Israel fosse sábio o suficiente para se comportar de acordo com esses princípios, o seu status político e sua segurança iriam melhorar substancialmente.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Palestra para Educadores no IV Evento de Educadores da Zona Sul de São Paulo

Eu sou responsável, você é responsável

“De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada,...; se (o teu dom) é ensinar, haja dedicação ao ensino;...” (Rom 12:6 e 7)

Tive um professor de Biologia que não marcou só a minha vida, mas, a vida de muitos de meus colegas, que inspirados por ele tornaram-se cientistas, zoologistas, médicos, mas, sem exceção todos passaram através daquele mestre a influenciar suas famílias e grupos de relacionamentos.

Quando criança, na minha casa não se podia tomar banho até 3 horas depois de se alimentar. Essa crendice popular atormentou minha família, até que nas aulas de Biologia, aprendi sobre os “movimentos peristálticos”, que se interrompidos provocam uma congestão e descobri, que o que pode provocar este mal é a falta de oxigênio, de alguém que possa mergulhar e prender a respiração por algum tempo... Coisa de quem tomava banho em rios... Não para nós “os do chuveiro!” Pronto! Livres da proibição e ao mesmo tempo agentes de transformação.

Este meu professor nos ensinava não para que passássemos de ano, ou num vestibular, mas, para que pudéssemos mudar a vida das pessoas que nos cercavam. Ele falava que há uma responsabilidade dos que tiveram chance de aprender para que pudessem ensinar aos que não tiveram a mesma chance. Ele nos motivava a (com todo o cuidado) ensinar a nossos pais e mães, sobre a prática de um ensino tão excelente quanto o seu. Este professor nos ensinou sobre – RESPONSABILIDADE SOCIAL.

Minha mãe foi proibida de freqüentar escolas, por uma educação machista e ignorante. Foi alfabetizada em casa, por uma professora particular, que mal sabia para ela mesma. Meu pai estudou até a 4 série primária e foi um autodidata em toda a sua vida. Desde que começaram a namorar (eles nos contavam), meu pai demonstrou todo o amor, em ensinar a minha mãe como falar corretamente, e que a escrita não era exatamente, como se fala, havia regras. Minha mãe por sua vez, sempre foi humilde e determinada a aprender. Ninguém hoje em dia imagina que minha mãe nunca freqüentou uma escola, e este exemplo de vida, eu e minhas irmãs carregamos por toda a nossa vida. Alguém com amor e determinação para ensinar e outro com zelo e humildade para aprender.
Nossa casa sempre teve como decoração MILHARES de livros cuidadosamente colocados em estantes por toda a casa. Meu pai, montou desde sua juventude uma imensa Biblioteca, para que seus filhos pudessem ter oportunidades que ele não teve. Tornou-se a pessoa mais culta, e humilde que conheci em toda a minha vida. Assim uma família inteira viu-se envolvida no esforço para desenvolver-se no SABER, e com zelos de uns para com os outros no ensinar.

Meu pai ensinava minha mãe; os dois nos ensinavam (ele pelo exemplo e paciência, ela pela determinação de aprender). Nós os filhos passamos a ensiná-los – Nossa casa tornou-se um centro de estudos, para nossos amigos e colegas...

INFLUENCIANDO A OUTROS
Quando trabalhava numa empresa lá pelos meus 20 Anos, conheci um rapaz, muito simpático, que infelizmente falava muitas coisas erradas, embora fosse um rapaz bonito e muito distinto. Eu insisti com ele duramente para que voltasse a estudar e então ele retornou aos estudos, para completar na época o ginásio que havia abandonado.
Passaram-se muitos anos disto, tornei-me advogado, e nunca mais vi aquele rapaz, até num dia em que ele veio até meu escritório, dizendo que me procurava há muitos anos, já que havia completado seus estudos básicos, formando-se em Administração de Empresas. Ele me contou ainda que fez uma Pós-Graduação em Gestão de RH, área administrativa com a qual trabalhamos juntos e eu o ensinei mais de uma década atrás, e agora ele havia obtido o Título de Mestre, e a tese do Mestrado na área também de Gestão de RH, foi dedicada a três pessoas: Sua noiva, seu orientador no mestrado e a mim, que o incentivara tantos anos atrás a voltar para os estudos. Este meu amigo querido já faleceu, mas, sua vida, é um legado de determinação e superação. E eu me emociono a lembrar que pelo nosso posicionamento podemos transformar vidas.

A VALORIZAÇÃO DA FAMÍLIA

Os vínculos familiares como eu mencionei, usando o meu exemplo familiar, infelizmente não é o que se vê em milhares de lares brasileiros, porém, não podemos procurar substitutos para a família, ou para sua ausência, mas, devemos procurar restaurá-la. A família e seu papel na sociedade.

Alguns precisam ser educados para educar; alguns precisam ser corrigidos para corrigir; alguns precisam ser amados para amar... Em muitos casos ainda há tempo! Precisamos colher os frutos antes que apodreçam...

Mas, se apodrecerem no pé, poderão ao cair, semear o chão e desta morte brotar vida!

- Se infelizmente para alguns não é mais possível voltar atrás, é possível, seguir em frente e escrever uma história diferente.

Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos. Ainda que envelheça a sua raiz na terra, e morra o seu tronco no pó, contudo ao cheiro das águas brotará, e lançará ramos como uma planta nova. (Job 14:7-9)

Os últimos pensamentos de alguém antes de morrer nunca serão: “eu deveria ter passado mais tempo em meu escritório trabalhando”.
Lord Jonathan Sacks

A CULTURA DOS CÉUS E A CULTURA DA TERRA

O Povo do Livro – Povo judeu – foi cercado por 3 anos e depois os jovens, príncipes, formadores de opinião foram levados cativos, e um segundo cerco lhes foi oferecido: Conheçam nossa língua, conheçam nossa cultura e comam da nossa mesa, e então terão um trabalho aqui na Babilônia.

Sinto-me pessoalmente desafiado a lutar nesta guerra, que é travada veladamente ainda hoje em cada comunidade carente de nossa nação, em que crianças que não conheceram seus pais e não foram criados por famílias estruturadas, encontram em traficantes e outros criminosos, a oportunidade de ganhar dinheiro, de possuir bens de consumo e de alcançarem proteção e poder. Um cerco de facilidades e de oportunidades, depois de um cerco de miséria e medo.
A cultura dos Céus, nos apresenta A Justiça de Deus, e os padrões de relacionamento são celestiais. Firmados em Amor, no Perdão, no Cuidado e na Gratidão.

Edward M. Luz, Cientista social.Universidade de Brasília – usando uma pesquisa do DATA-FOLHA, para contestar alguns pontos do PNDH-3 Plano Nacional dos Direitos Humanos – Citou que 97% da nossa população crê em Deus.

Nos diversos seguimentos religiosos que existem em nosso país, a grande maioria (90% no Senso de 2000) – crê no Deus da Bíblia (cristãos católicos, protestantes, evangélicos e judeus).

Sou contrário ao ensino religioso público, porque possuímos a liberdade de cultuar a Deus e de ser orientados não de forma genérica, por alguém que estudou os principais pontos de cada religião, mas, por pessoas que vivam sua crença religiosa e, portanto poderão ser exemplos para seus alunos. A Bíblia (já que somos brasileiros, e cremos no Deus da Bíblia em nossa maioria), declara: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for grande, não se desviará dele”. Não se pode dizer a uma criança: Aquele é O Caminho, ande por ele! (Elas não seguirão). Deve-se dizer: Este é O Caminho, ande por ele, como você me vê andar. (Se cumprirá as palavras das Escrituras).

A EDUCAÇÃO É O DIÁLOGO ENTRE AS GERAÇÕES

E estas palavras, ensinarás repetidamente a teus filhos, falando-lhes quando estiveres sentado em tua casa ou quando estiveres no caminho, quando te deitares e quando te levantares. (Deu 6:6-7)

“os egípcios construíram pirâmides, os gregos, templos, os romanos anfiteatros, mas, os judeus construíram escolas. Eles sabiam que para defender um país era necessário um exército, mas, para defender uma civilização é necessário educação. Assim, os judeus se tornaram o povo cujos heróis eram professores, cujas fortalezas eram escolas e cuja paixão era o estudo e o desenvolvimento da mente. Como poderíamos privar nossos filhos desta herança?"
Lord Jonathan Sacks
A CULTURA DE UM POVO QUE CRÊ NO DEUS DA BÍBLIA
Não só o Brasil, mas, o mundo Ocidental tem sua grande influência no culto e na formação judaico-cristã, que gerou a Cosmo-visão da maioria dos países desenvolvidos e que por conta disto passaram a ser importantes agentes de influência e de formação cultural e social por séculos e gerações, até nossos dias.
Baixo esta influência (do ensino para formar as futuras gerações que recebemos do povo judeu), os cristãos também historicamente fomentaram a Educação e o ensino dos princípios de Deus e os cristãos foram responsáveis pela formação das principais universidades do mundo existentes ainda hoje, no início com objetivos nos estudos, do Direito, Medicina, Edificações e Teologia. Surgiram então universidades como a Universidade de Bolonha (1088), a Universidade de Paris (c. 1150, mais tarde associados com a Sorbonne), a Universidade de Oxford (1167), a Universidade de Cambridge (1209), a Universidade de Salamanca (1218), a Universidade de Pádua (1222), a Universidade de Nápoles (1224), a Universidade de Toulouse (1229). Em todas a Igreja foi responsável pelo seu desenvolvimento.
Harvard e Yale.

1640 – Yale – Fundada para os estudos das ciências sob a Bênção de Deus e recebe este nome em gratidão a Eliahu Yale, um judeu que promoveu os recursos para que a universidade fosse mantida nos seu início.

Há uma inscrição em hebraico na porta de YALE: URIM VETUMIM – LUZES PARA PERFEIÇÕES!

Esta nossa vocação de nos esforçar a desenvolver nossos potenciais e de legar o que foi alcançado às futuras gerações, deve-se grandemente aos valores e princípios que nos alcançaram através da Bíblia Sagrada. A Família, principal núcleo da sociedade, é protegida, guiada e orientada pelo Próprio Deus, através de seus ensinamentos. A responsabilidade de formação das próximas gerações, não é um anseio novo, mas, o que foi incutido em nossas vidas, por sermos OS FILHOS DOS PROFETAS... Aqueles que viveriam o fruto de seu desvelo por guardar, viver, ensinar, treinar, capacitar, até que todo este tesouro chegasse até nós.
DOIS PENSAMENTOS PARA ENCERRAR:
“Nunca deixe de estudar. Certa vez, conheci uma senhora de 103 anos que sempre parecia rejuvenescida. Perguntei qual era seu segredo, e ela respondeu: “Nunca receie aprender alguma coisa nova”. Compreendi então que estudar é o verdadeiro teste para reconhecer qual é a nossa idade. Se você continua desejando estudar, você pode ter 103 anos e ainda assim ser jovem; do contrário, pode ser velho mesmo tendo somente 23 anos.”

Lord Jonathan Sacks.


“Não pense de você mesmo, mais do que lhe convém. Somos apenas um elo de uma enorme corrente. O que recebemos de nossos pais e antepassados foi conquistado e guardado por eles à duras penas. Resta a nós, com todo o nosso esforço, guardar tais tesouros intactos, para transmiti-los aos nossos filhos e às futuras gerações. Se pudermos embelezá-los ou enaltecê-los tanto melhor.”
Paulo de Tarso
Paulo de Tarso, apóstolo
Igreja Apostólica Betlehem

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ACENDA A LUZ POR UM AVIVAMENTO NO BRASIL


Neste domingo (31/10) a partir das 22:00,
acenda as luzes de sua casa e comece a orar para que Deus derrame
um Avivamento verdadeiro sobre a Igreja de Cristo em nossa nação!

MULTIPLIQUE O ALCANCE DESTE DESAFIO!!!

Estive gravando na noite de ontem um programa na RIT (Tv da Igreja Internacional da Graça de Deus do Missionário RR Soares), o Tema foi AVIVAMENTO, e este programa vai ao ar neste domingo a partir das 20:30. Eu o deveria ter feito ao vivo cerca de um mês atrás, mas, pela providência de Deus, este programa passou a ser gravado e o primeiro programa de uma hora e meia foi comigo e sobre este assunto.

Deus falou comigo sobre um desafio aos cristãos no Brasil, para que na noite deste domingo todos acendamos as luzes de nossas casas e comecemos a orar por um VERDADEIRO AVIVAMENTO EM NOSSA NAÇÃO. Este programa tem um alcance nacional, e até em países da Europa, América Latina e Ásia ele é visto através de satélites, e no horário que este programa estiver terminando já saberemos quem será o novo presidente do Brasil. Não importa quem seja nosso futuro presidente, neste momento da história do Brasil precisamos de Deus mais do que tudo em nossas vidas e em nossa nação!

Neste dia 31 completam-se 493 anos da Reforma Protestante de Martinho Lutero (faltam apenas 7 anos para o 10º JUBILEU do passo que começou a nos levar de volta a Deus e ao Cristo Verdadeiro).
Neste mês de Novembro que se inicia nesta noite (31/10 para 01/11) se completam 100 anos que chegaram ao Brasil Daniel Berg e Gunnar Vingren (19/11), trazendo O Fogo do Avivamento para o nosso país.

Nesta noite haverá festas por todo o país pela eleição do novo presidente. O mundo celebra também no dia 31 o dia das bruxas; logo dia 02 celebra-se no Brasil o dia dos mortos...

Sei que muitos irmãos espalhados por todo o nosso país têm jejuado, orado e buscado a Deus com o coração sincero e com a convicção de que precisamos de Deus, desesperadamente precisamos que O NOSSO ABA RASGUE OS CÉUS E DESÇA sobre a nossa nação.

Nos ajude a tocar O Brasil através do teu esforço pessoal nos próximos dias até domingo, para que olhando para esta Terra, neste período de densas trevas, O Nosso Deus e Pai, possa ver tantas casas acesas, possa ouvir tantas orações sinceras, possa sentir o calor de tantos corações queimando, (assim como está o teu coração pela Presença Dele) e possa colher tantas lágrimas de verdadeiro arrependimento e quebrantamento pelo estado em que nos encontramos como Igreja e como nação que então Ele possa ouvir o nosso clamor e nos responder do seu Alto e Sublime Trono com Seu Fogo Purificador!

Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias; e sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe. Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará reclinar-se à mesa e, chegando-se, os servirá. Quer venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar. (Lc. 12:35-38)


Paulo de Tarso, apóstolo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tu és o meu filho, eu hoje te gerei!



As mães os têm em seus ventres, os pais têm de se conformar de sentí-los se mexer... às vezes. Com que orgulho as mães dizem: "- olha está se mexendo!" E os pais num ávido impulso de sentirem-se participantes, tocam a barriga grávida e... nada! (ou tão pouco!), e ainda assim se alegram...

Mas há um momento, ah que momento esperado, o momento em que aquele pequeno ser, a manifestação física do amor entre você e sua esposa... é tirado do ventre aconchegante, e então entre cuidados e procedimentos, você olha para seus olhinhos e percebe: Eu sou pai! Tu és o meu filho, eu hoje te gerei!

Claro, claro que sei que isso ocorreu a cerca de nove meses atrás quando num ato de amor, foi lançada uma semente que deu início ao plano de Deus para este ser... Mas, este ser neste momento passa a ser o meu filho!

Quando Jesus nasceu do ventre de Maria, Deus fez os anjos cantarem! Eu sempre achei que havia sido uma demonstração angelical de Adoração espontânea, ante o desprendimento de Jesus de deixar sua Glória ao lado do Pai, para manifestar-se como homem... Mas, quando nasceu meu filho, eu fiquei pensando: se eu fosse Deus, e os anjos não fizessem nada, eu mandaria que eles cantassem!

Que alegria, que vontade de romper em cânticos de gratidão e de adoração a Deus!

Ter filhos te faz entender muito melhor a Deus, quem Ele é pra nós e o que somos pra Ele. Deus manda Elias e Moisés, aparecerem para seu filho para o encorajarem, no momento em que a Redenção do homem estava para cumprir-se. Meu filho precisou ficar internado na UTI alguns dias, e eu nunca fui tão gentil com alguém como fui com aquelas enfermeiras, que estavam ali ao redor do meu nenem.... Como eu compreendo a Deus melhor hoje!

No dia em que Jesus foi batizado nas águas; no dia do encontro com Elias e Moisés mesmo, Deus fez questão de dizer: Este é O MEU FILHO AMADO! Aeh Garotão, seria a minha forma de expressar o mesmo sentimento...

Ah como sou grato MEU DEUS E MEU PAI, porque O Senhor enviou para mim e para minha família O TEU FILHO JESUS! Eu entendo um pouco o pai Abraão, e o tempo que ele deveria ficar brincando e mimando aquele Isaque, porque é a mesma coisa que eu faço... Mas, quando O Senhor evitou que O Pai da Fé, matasse seu filho, porque O Senhor decidiu matar O Seu... Isso foi demais! Preciso te dizer: Nunca vi um Pai mais amoroso e firme do que O Senhor!

Jesus depois de tudo, da Cruz, do Inferno, quando assentou-se a Tua Destra novamente, e ouvindo da tua boca: "Assenta-te ao meu lado até que eu ponha os teus inimigos prostrados debaixo dos teus pés", e "Pede-me e dar-te-ei as nações por herança e as extremidades da Terra por tua possessão", além da tua ordem aos anjos: ADOREM-NO!

Eu creio que Jesus deve ter pensado: Meu Pai é demais!

Pai, O SENHOR É DEMAIS! EU TE AMO!

Eu peço tua ajuda, pra que eu possa criar meu filho segundo o Teu Conselho, a tal ponto, que ele se torne um homem digno, e que um dia assim como O Senhor fez com Jesus, levando-o para o deserto, para "dar um pau no diabo!" O Senhor possa usar o meu filho para Glorificar O Teu Nome. É! O Senhor pegou o seu Campeão, o seu Filhão e o levou pra um ring e disse: Vai lá filhão, quebra a cara dele! E com O Poder da Tua Palavra, Jesus nocauteou Satanás com três "Está Escrito" de Direita!!!

Aleluia! Pai, O SENHOR É DEMAIS! EU TE AMO!

Eu consagrei O Boaz a ti, porque tenho certeza que não está em mim a condição de fazê-lo um homem segundo O Teu Coração, e portanto eu o entreguei para O Senhor, para que Ele seja teu, todos os dias da sua vida, para que possa Olhar para O Senhor e te chamar de ABA, e possa ser um instrumento do teu Amor em sua geração!

Vou ensinar a Ele a tua Palavra, vou (pela tua misericórdia e auxílio) ser um exemplo de alguém dependente do Senhor todos os dias da minha vida, e vou ensiná-lo sobre O Caminho da Adoração. Me ajuda a cuidar Pai deste menino que é totalmente teu!
CONSAGRADO AO ETERNO!

Paulo de Tarso, pai.

Hoje (16/09/2016) 6 anos de vida, o meu Boazito tem se tornado um menino muito querido por todos. Parece que todos gostam dele, é amigo fiel das crianças da igreja; dos colegas de escola; dos que trabalham na Padaria. É um menino amoroso com todos, sagaz, cuida dos que lhe são confiados, está aprendendo a ler e escrever e creio que no próximo ano ele mesmo poderá ler com que gratidão ele tornou-se parte da nossa vida.

















quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Perfeito Amor lança fora o medo!

"eu não sou uma mulher pragmática,
sou uma mulher sonhadora." - Marina Silva
Celebramos neste dia 7 de setembro o nascimento do Brasil, como país, livre para percorrer o seu próprio destino, destino sonhado e estabelecido pelo Criador do Universo. Fomos abençoados por Deus por uma chuva tão preciosa, depois de mais de um mês de dias secos, que não apenas lavou nossas ruas, mas, o nosso coração. E é impossível para mim não me lembrar da Palavra de Deus que diz, que a Terra que Ele nos levaria a possuir, depende das chuvas que caem dos Céus, e que O próprio Deus, daria ao seu povo, tanto as primeiras como as últimas chuvas, para a Grande Colheita que será depositada aos seus pés.

Meu coração está cheio de Alegria e de Esperança, neste mês, nasce meu filho Boaz (BOOZ, em hebraico que quer dizer: VÊM FORÇA!), nesta noite de 08 de Setembro, se completam 10 anos, que recebi imposição de mãos para a confirmação do meu ministério pastoral, e neste mês também se completam 06 anos que recebi imposição de mãos para o envio apostólico que O Eterno estabeleceu sobre minha vida.
Estou sonhando com estes dias que estão diante de nós, biblicamente, na noite desta 4ª feira, 08 de Setembro de 2010, entramos no 7º Mês, e quase posso ouvir O Nosso Deus dizendo a Moisés: O Sétimo é meu!

Ainda neste sétimo mês, (03 de Outubro de 2010), estaremos votando para eleger entre outros cargos importantíssimos, legislativos e executivos, o nosso próximo Presidente da República Federativa do Brasil, e eu que nasci um sonhador, nunca me vi tão perto, de VIVER UM SONHO!

A palavra de Deus diz que O Perfeito Amor lança fora o medo!

No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. (1Jo 4:18)


Estive com a Senadora Marina Silva, em algumas oportunidades e pude de perto ver sua simplicidade, honradez e fé. Duas situações em especial me marcaram muito:

A primeira foi quando num encontro com o nosso atual presidente, ela disse que antes de aceitar o convite para compor o seu ministério na pasta do Meio-Ambiente (tornando-se uma das personalidades mais respeitadas do mundo nesta área), a nossa Candidata à Presidência da República, Marina Silva, foi até o seu pastor que a ungiu como missionária, para exercer neste ministério O Chamado de Deus em sua vida. Eu pude ouvi-la dizer ao maior signatário desta nação: “...então antes de ser ministra deste governo, sou uma missionária...”.

Mais recentemente no dia da celebração do JUBILEU DE BRASÍLIA, crendo na Palavra de Deus, de que no ano do Jubileu, o povo de Deus terá restituição de tudo o que lhe pertence, orei, profetizei e cri, que O Brasil será chamada nação BEM-AVENTURADA, porque יהוה, YHWH será O Seu Deus!

Naquela noite, a então senadora, ainda nos falou de sua história política e de sua história com Deus e disse esta frase que ficou gravada em meu coração: “não sou uma mulher pragmática, sou uma mulher sonhadora!” Ela nos contou de quantas vezes em grande adversidade, creu contra tudo e contra todos, sonhou muito mais alto do que a realidade, para poder viver a SOBRENATURALIDADE!

Há anos não sentia meu coração queimar, como naquele dia! Pudemos orar por nossa irmã, e por nossa concidadã: digna, honrada, competente, bem assessorada, e sonhadora.

Quero declarar que eu votarei em Marina Silva para Presidência do nosso país, porque tenho trabalhado em toda minha vida para ver um país moderno, justo, pacífico, e hospitaleiro, e este sonho só pode ser concretizado, com trabalho sério e competente baixo a bênção DO SENHOR DE TODA A TERRA.

Eu não votarei em nenhuma outra pessoa por medo! O Meu Deus fez David ganhar de Golias; O Meu Deus, entregou Jericó nos pés de Josué; O Meu Deus restaurou o Estado de Israel, depois de quase dois mil anos; O Meu Deus tem juntado judeus de todos os cantos do mundo e os levado a Eretz Yisrael (Terra de Israel), para que sua Palavra se cumpra; O Meu Deus, mudou nossa história e a economia de nosso país, diante dos nossos olhos; O Nosso Deus plantou petróleo no pré-sal, para que em nossa geração o Brasil, pudesse dar um salto gigantesco e impossível aos olhos das pessoas de 40 anos atrás;

“Os céus são os céus do Eterno, Nosso Deus, mas, O Brasil, O Eterno, nos deu a nós, brasileiros!” (Apóstola Valnice Milhomens, na conferência BrasÍlia – Cidade da Adoração – 2004)

Eu como brasileiro, vou votar em Marina Silva, e gostaria de sugerir a todos meus amigos e irmãos e também às pessoas que estes possam tocar, que vejam a história de vida e de realizações públicas desta senhora tão digna, e não apenas votem nela, mas, inspirem outros para se transformarem em AGENTES DE REDENÇÃO DO NOSSO BRASIL!

OUVIRAM DO IPIRANGA?



Paulo de Tarso, apóstolo
Igreja Betlehem – Ipiranga – São Paulo

domingo, 5 de setembro de 2010

KALLAH - A NOIVA DO CORDEIRO


Nissuin (Casamento)


O passo culminante no processo da cerimônia do casamento judaico é conhecido como nissuin. Isto é baseado no verbo hebreu nasa, que literalmente significa “carregar”. Nisuin era mais ou menos uma descrição gráfica, enquanto a noiva estaria esperando o noivo para levá-la para sua nova casa. Existia uma grande expectativa para a noiva na chegada do casamento. Esse tempo de espera se dava levando-se em consideração um elemento único para o casamento judaico bíblico, que é o tempo da chegada do noivo (e por isso toda a festa do casamento), o qual era para ser uma surpresa. Qualquer noiva que levasse o período de noivado seriamente, estaria esperando o noivo ao final desse longo ano de eyrusin. Entretanto, a hora exata da cerimônia não era certa, pois era o pai do noivo que daria a aprovação final para o nissuin começar. A noiva e sua comitiva estariam, então, ansiosamente olhando e esperando pelo momento exato. Mesmo no final da tarde, a comitiva de casamento deveria manter suas lâmpadas de óleo acesas só no caso em que o casamento estivesse por começar. Como eles saberiam quando seria a hora? Um costume era que um membro da comitiva do noivo liderasse o caminho da casa do noivo para a casa da noiva e gritasse, “Veja, vem o noivo!”. Isto seria seguido pelo som do shofar (chifre de carneiro), o qual era usado para proclamar dias santos judaicos e eventos especiais.

Ao som do shofar, o noivo lideraria a procissão do casamento pelas ruas da vila da casa da noiva. Os acompanhantes do noivo deveriam então carregar (nissuin) a noiva de volta para a casa do noivo, onde a chupah foi montada uma vez mais. O casal iria uma vez mais, como eles fizeram no ano anterior, proferir uma benção acompanhados de um copo de vinho (um símbolo da alegria). Este copo era claramente distinguido do copo anterior, como era refletida na tradicional sheva b’rakhot (“sete bençãos”) que o acompanhava. O segundo estágio da cerimônia da chupah, como é encontrado no costume do nissuin, serve como a finalização dos votos e promessas anteriores. O que foi prometido na cerimônia do eyrusin agora foi consumado na cerimônia do nissuin. Pela primeira vez, o casal estava livre para consumar o casamento deles, tendo as relações sexuais e vivendo juntos como marido e mulher (ver Gn. 24:66-67). O pináculo desta cerimônia alegre é o jantar de casamento. Isto é mais do que simplesmente sentar e jantar com todos os convidados, pois inclui sete dias de comida, dança e celebração (veja Jz. 14:10-12). Depois de todas as maravilhosas festividades, o novo esposo estava livre para trazer sua esposa para sua nova casa e viverem suas vidas juntos, dentro da total aliança do casamento.

As Sete Bênçãos (Pronunciadas durante um casamento judaico)
1. Louvado sejas, ó Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, Criador do fruto da videira .
2. Louvado sejas, ó Eterno, nosso Deus, Rei do Universo , que criou todas as coisas para Sua glória.
3. Louvado sejas, ó Eterno, nosso Deus, Rei do Universo , o Criador do homem.
4. Louvado sejas, ó Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o homem e a mulher à vossa imagem , formando a mulher do homem como sua companheira , que, juntos, possam perpetuar a vida . Louvado sejas, ó Eterno , o Criador do homem.
5. Pode se alegrar Tzion, seus filhos são restaurados para sua alegria. Enaltecido és Tu, ó Eterno, que faz Tzion para alegrar a volta de seus filhos.
6. Grande e perfeita alegria a estes companheiros de amor, como você fez para o primeiro homem e a primeira mulher no Jardim do Éden. Louvado sejas, ó Eterno, que concede a alegria da noiva e do noivo.
7. Louvado sejas, ó Eterno, nosso Deus, Rei do Universo , que criou o gozo e alegria , a noiva e o noivo, alegria , música, prazer e alegria, amor e harmonia, paz e companheirismo. Ó Eterno , nosso Deus, não deixe nunca de ser ouvido nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, as vozes de júbilo e alegria , as vozes da noiva e do noivo , as vozes de júbilo os juntou em casamento sob a Chupah, as vozes dos jovens, pessoas festejando e cantando. Louvado sejas, ó Eterno, que faz o noivo se alegrar com sua noiva.

Após as bênçãos recitadas, o rabino tem uma taça de vinho no alto que passa para o noivo e a noiva beberem do copo.

E desposar-te-ei comigo para sempre; sim, desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em Graça, e em misericórdias; e desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás O Eterno. (Oséias 2:19-20)


ANI LELODI VEDODI LI

Eu sou do meu amado e o meu amado é meu!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Decretos Apostólicos e Proféticos sobre Mogi das Cruzes - Jubileu



(ORIENTAÇÕES)

(Este decreto será feito há cada três horas desde o início do Jubileu de Mogi das Cruzes, num lugar alto, no Ninho das Águias (antigo Pico do Urubu), de onde se contempla a cidade.

A partir das 18 horas da quarta-feira dia 31 de Agosto, até as 18 horas dia 01 de Setembro, há cada 3 horas este decreto deverá ser pronunciado aos ares de Mogi das Cruzes, por cada homem, mulher, jovem (sacerdotes de Deus), que se moverem para isto.

(Haverá concentrações para decretos em Unidade, conforme abaixo, mas, cada cristão, homem, mulher, jovem (sacerdotes de Cristo), poderão do seu lugar de moradia, congregação ou trabalho, realizar nos horários abaixo os mesmos decretos.

Horários: 18 horas Início da 1ª Vigília da Noite no Ninho das Águias.
(21:00) Início da 2ª Vigília da Noite
(0:00) Início da 3ª Vigília da Noite
(3:00) Início da 4ª Vigília da Noite
(6:00) - 1ª hora do Dia – Em frente da Matriz de Mogi, onde a Cidade foi fundada.
(9:00) – 3ª hora do Dia – Igreja Apostólica Adoração e Vida
12:00 – 6ª hora do Dia
15:00 – 9ª hora do Dia Igreja Presbiteriana da Graça
18:00 – Encerramento na viração do Dia na Praça da Bíblia.

DECRETO DO JUBILEU PARA A CIDADE DE MOGI DAS CRUZES – SÃO PAULO - BRASIL
Este é o Ano do jubileu o povo do ETERNO em Mogi das Cruzes – São Paulo – Brasil e por isso tocamos a trombeta, anunciando que chegou o tempo da LIBERTAÇÃO do Povo de Deus e dos moradores desta terra.
É tempo de restituição, de libertação, tempo de comemorar o jubileu, pois todas as dívidas foram quitadas e as bênçãos serão triplicadas segundo a economia divina.
É tempo de comunhão com o DEUS VIVO, e o seu povo em Mogi das Cruzes é a sua morada, Ele neles habita e fala com eles.
O povo e seu Deus farão proezas, vencerão todos os inimigos e ninguém poderá resistir ao povo que é chamado pelo Nome do Eterno.
O povo do Deus Altíssimo declara que o Espírito de Deus é sobre eles, pois os ungiu para evangelizar os pobres, enviou-os para curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos e restauração da vista aos cegos, a por em liberdade os oprimidos, e para anunciar, proclamar, bradar, tornar conhecido O Ano Desejável do Nosso Deus, O Ano do jubileu.
Ao toque do shofar vou tomar posse de todos os bens e possessões que são de Mogi das Cruzes por direito e herança.
Proclamamos salvação, libertação ao povo

Proclamamos redenção na cidade para aqueles que estão sem força.
Proclamamos resgate das propriedades do povo de Deus, habitarão seguros na sua propriedade e as plantações, as criações e os salários serão triplicados.
Proclamamos que haverá alimentação para milhares de necessitados e ainda vai sobrar.
Proclamamos que Deus proverá novidades e haverá fartura,
Venha o reino de Deus e seja feita a vontade do Eterno assim na terra de Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo e no Brasil como a Vontade de Deus é manifesta nos Céus.
Eu proclamo que assim seja. Amem.

Decretamos em Nome de Jesus para a Glória do Deus Eterno, O Todo Poderoso, Criador dos Céus e da Terra, que manifestou sua Glória a nós, por intermédio de Seu Filho, Nosso Rei e Nosso Deus Jesus Cristo de Nazaré, que entregou a sua vida como cordeiro, mas que ressuscitou como leão:

 Decreto e declaro: “Haja luz”, sobre a minha cidade.
 Decreto e declaro que se abre uma porta de oportunidade para um tempo extraordinário e glorioso, da parte do Eterno, para a nossa cidade.
 Decreto e declaro que a cidade de Mogi das Cruzes esta posicionada profeticamente para viver este tempo que se inaugura.
 Decreto e declaro que a cidade de Mogi das Cruzes esta em concordância com a visão de Deus para este tempo.
 Decreto e declaro que a cidade de Mogi das Cruzes se move baixo um manto de obediência para corresponder a demanda do céu.
 Decreto e declaro, na cidade de Mogi das Cruzes, o cancelamento da voz dos perversos e declaro que a voz profética ecoará nesta cidade.
 Decreto e declaro sobre a igreja desta cidade um despertar apostólico e profético.
 Decreto e declaro que em meio às densas trevas vem raiando a luz do Senhor.
 Decreto e declaro discernimento do tempo o qual trará discernimento gerando um comportamento alinhado com este tempo.
 Decreto e declaro: Não à religiosidade e sim ao Reino.
 Decreto e declaro que o Reino esta na nossa cidade e que se estendera tomando conta dela.
 Decreto e declaro Unidade no Corpo de Cristo na diversidade dos Dons e dos Chamados.
 Decreto e declaro a queda de fortalezas espirituais alojadas nas mentes religiosas.
 Decreto e declaro uma nova geração de líderes, que se movera profética e apostolicamente.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de perdão de dividas. (em todas as áreas)
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de libertação dos escravos. (todo tipo de escravidão)
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de declarar repouso sobre a terra.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de recuperar territórios perdidos.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, um derramar do Espírito Santo.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de restauração e resgate na família.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de que nos seja restituída a nossa liberdade.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de que seja restaurada a autoridade da igreja apostólica.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de avivamento.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de entrar no sobrenatural de Deus.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de salvação, curas e milagres.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de mudança de mentalidade.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de ativação e habilitação para viver o nosso destino profético.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de despertar os valentes para vencer os inimigos e ocupar os espaços designados.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de tocar o Shofar e preparar um povo disposto para o nosso Deus.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de revelação fresca da parte de Deus.
 Decreto e declaro sobre a minha cidade, Mogi das Cruzes, que é tempo de celebrar ao nosso Deus.
 Decreto e declaro que é chegado o tempo, com base em Genesis 45, que os Joses se dem a conhecer diante dos seus irmãos para liberá-los da fome espiritual que se encontram.
 Decreto e declaro que o Reino alcançara as áreas de influencia da sociedade: família, educação, governo, mídia, entretenimento, e negócios.
 Decreto e declaro que a Igreja de Cristo, A Noiva do Cordeiro se levantará, e purificará as suas vestes no Sangue do Cordeiro, e que todo pacto feito nas trevas, tudo o que é feito no oculto será manifestado à Plena Luz, e que de novo se verá a Diferença do que serve a Deus para aquele que não serve.
 Decretamos e declaramos, que só há um Deus, digno de Honra e de Glória e de Louvor e de Exaltação, a Ele o dobrar de nossos joelhos e o levantar de nossas mãos. Em uma só voz proclamamos a esta cidade neste tempo, proclamamos diante dos homens e diante do Nosso Deus, e do mundo espiritual: MOGI DAS CRUZES TU SERÁS CIDADE DE BÊNÇÃOS, DE ADORAÇÃO EM SANTIDADE E DE JUSTIÇA PARA A GLÓRIA DO DEUS ETERNO.
Decreto redigido por Paulo de Tarso (com base em decretos realizados na Capital Federal, na época de seu 1º Jubileu), Profeta Dario Hernandez. Arte e Direção na Proclamação do Evento do Caio Cunha.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Por quem os sinos dobram?






Dias atrás num passeio que fazia com minha família, numa noite de Lua Cheia, minha filhinha me perguntou: “Papai, porque a Lua está seguindo a gente?”. De pronto respondi, que na verdade a Lua estava parada, nós é que estávamos andando com o carro e tínhamos a impressão que a Lua nos seguia... Que vergonha senti logo depois, porque deveria ter dito a ela: Filha, a Lua está se movendo, a Terra está se movendo, nós estamos nos movendo, o Sol que ilumina a Lua está se movendo, o universo está se movendo, tudo está se movendo, Deus está se movendo e todas as coisas que se movem estão sustentadas pela Palavra do Seu Poder... Aleluia! (Talvez ela não entendesse ainda).


Minha filha, eu e muitos dos nossos amados irmãos em Cristo, muitas vezes sofremos da mesma ilusão de ótica, achando que estamos parados no tempo e no espaço, vivendo uma época difícil, que parece nunca passar, ou dentro de uma realidade às vezes em nossa própria família, congregação, trabalho, amizades, que parece que nada de nova acontece, que tudo está se movendo, só nós estamos perdendo tempo e parados...


Situações de enfermidade, de dificuldades, de crises familiares, de incompreensão, de preparo e capacitação, muitas vezes nos põe entristecidos, para acharmos que está tudo ruim, que o mal está prevalecendo, que os orgulhosos é que estão prosperando, que os que estão seguindo seus próprios impulsos é que logram sortes, e nos esquecemos do DONO do QUERER e do REALIZAR.


Somos naturalmente limitados, e espiritualmente (por conta do pecado), nos limitamos, e só sabemos o que vimos ou aprendemos, e só conhecemos o que nos foi revelado, e achamos que tudo se resume apenas a isso. Em nosso próprio relacionamento humano muitas vezes prendemos as pessoas em momentos ruins que passaram e não conseguimos projetar nenhum futuro, como se não houvesse transformação de vidas e novas oportunidades a todos. Para nós houve, mas, sabendo o que aquela pessoa fez... Não deve haver pelo menos para ela.


Aliás, pensamos exatamente assim, acerca das nossas dores (são as mais terríveis), das pessoas que nos fizeram mal, das oportunidades que perdemos, e do grau de dificuldade que enfrentamos. Erraram conosco gravemente, enquanto nós agimos de forma ou de outra (para com determinadas pessoas), por razões bastante justas (pelo menos para nós).


A Igreja de Cristo está com tantos problemas, a imoralidade, o amor ao dinheiro, a falta de temor a Deus, os programas meramente humanos, o orgulho, vaidade, e tantas outras coisas que vemos que está sofrendo a Noiva do Cordeiro nestes dias. É curioso no entanto, que esta análise crítica e enérgica, sempre é feita com relação às igrejas que vemos na mídia, nas rádios, televisões, ou através dos comentários, de um ou outro que se desvinculou e que agora, achou lugar seguro, exatamente, onde estamos nós...


Um poeta inglês, muito famoso chamado John Donne, viveu no século XVI e XVII, e pobre demais, foi o único sobrevivente de uma família de muitos irmãos que morreram ainda crianças, ou nasceram mortos, e depois de casado, teve 12 filhos, em 16 anos de matrimônio, até morrer numa das gestações sua própria esposa. Num dos momentos que teve de lidar com a morte, não possuindo recursos para enterrar o próprio filho, chegou a defender o suicídio. Preso, naquela dor, miséria, tempo, circunstâncias, sua visão era de que não havia esperança, que não se podia sonhar e jamais se pode romper com este ciclo.


Uma mudança em sua vida foi o encontro com Cristo, e o novo sentido de vida, que passou a gozar. Ainda com muitas lutas, foi consagrado pastor, e chegou a ser Decano, da St. Paul´s Cathedral of London, até sua morte em 1631. Escreveu entre tantas coisas um texto que ficou conhecido em todo o mundo, usado em livros, filmes, músicas: “Por quem os sinos dobram?”


“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor,...; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”. John Donne.


Este pastor e escritor, conseguiu observar (em Cristo), além dos seus limites, misérias, dores, tristezas, incapacidades... Ele viu as conexões, ele percebeu a grandeza, ele sentiu-se parte, ele conseguiu fugir pelos séculos para anunciar a nós, que é muito mais do que pensamos!!!


A expressão “ANCIÃO DE DIAS” citada no livro do Profeta Daniel, nos apresenta O Eterno, numa das mais maravilhosas revelações do seu Ser... A Eternidade, O Sempre, O Perene, O Imutável. Vivemos tão pouco do “Pra Sempre”, que adquirimos em Cristo Jesus, que ainda sofremos por achar que estamos presos e parados. Os anos, as horas nos mostram que Deus está se movendo, que Ele está no controle, que Ele é o Cabeça da Igreja, que seus Planos e Propósitos, estão cabalmente sendo concretizados... Não agüento! Vou cantar... Oh profundidade da riqueza da Sabedoria e do Conhecimento de Deus... Quem lhe deu conselhos, ou quem foi que lhe deu, para que O Eterno tenha que lhe pagar?...


Deus está ganhando! Deus está se movendo! Mais numerosos e mais poderosos são aqueles que estão conosco, do que aqueles que com os nossos adversários estão! Ele que é O Cabeça está movendo cada membro de seu Corpo, cada servo seu, cada profeta que ainda Ele tem escondido, para o dia certo e para o momento mais preciso.


Não devemos desprezar os humildes começos; não podemos nos esquecer que na nossa fraqueza é que se manifesta e opera a Força de Deus; de que entristecidos muitas vezes, permanecemos sempre alegres; de que não tendo nada, possuímos tudo; de que desprezados e desconhecidos pelos homens, somos muito bem conhecidos por Deus; de que o Nosso Rei, nos ensinou que para subir devemos descer e para adquirir autoridade devemos servir a todos.


Assistindo dias atrás o filme do Diretor Cameron “Avatar”, numa das cenas, em que o tal Avatar, era recebido pelo povo de um planeta chamado Pandora, todos os moradores impõe mãos uns sobre os outros, formando um rede de centenas de seres, absolutamente conectados... Que vergonha, de me lembrar quantas vezes, pedi que os irmãos tomassem as mãos dos seus amados ao seu lado, e dando as mãos pudéssemos nos unir afim de adorar juntos a Deus, e de orar uns pelos outros... Às vezes não percebemos, mas, estamos todos conectados, todos sendo cuidadosamente amados e orientados por Deus, e em muitos momentos, parece que nada está acontecendo, mas, os propósitos de Deus, integralmente estão se cumprindo. O inimigo de nossas almas, usurpou tantas coisas de Deus para nós, e as usa liberalmente, enquanto fecha os nossos olhos para que não possamos ver a Força que há no nosso Sim e no nosso Não, no nosso Amém e no Poder de nossa Adoração em Unidade. No serviço de uns para com os outros e na compaixão e amor que flui quando permitimos proximidade.


Nunca vou esquecer de certa ocasião em que levei um pastor amado e muito experiente, para falar ao corpo pastoral de nossa igreja. Por horas ele ficou falando das angústias e traumas do ministério pastoral, das decepções, dores, traumas, abandonos, traições, e eu via nossos pastores afundando em suas cadeiras, alguns que sentiam-se chamados ao ministério, engolindo seco... até que este pastor amado, termina o que parecia um martírio, nos lembrando o que Deus fez com Balaão (profeta comprado para amaldiçoar a Israel), transformando suas palavras de Maldição, em palavras de Bênçãos.


“Quão agradáveis são tuas tendas ó Jacó, e as tuas habitações ó Israel” – Quando Deus olha para a sua Igreja, Sua Noiva, sempre vê com olhos eternos, sempre vê com Amor, sempre vê o que Ele está realizando e por isso, a abençoa, abençoa o seu povo.


Em todos os Shabats em Israel e em cada sinagoga do mundo, pela manhã se canta: “MA TOVU OHALECHA YAKOV, MISHKENOTECHA YISRAEL!” – O Som melodioso e solene da declaração de Balaão ecoa pelos séculos, sobre o povo de Deus e sobre nós que fomos juntados ao seu povo.


Meu pai dizia que em dias de tempestade os otimistas saem para o mar de qualquer jeito, os pessimistas não tiram os barcos dos estaleiros, os realistas arrumam as velas. Alegre-se se está tudo parado descanse, ou então se prepare, talvez seja o tempo de Deus para você capacitar-se para o que virá; Dance conforme a Música, seja conduzido pelo Espírito Santo, Ele não vai pisar no teu pé; Acostume-se ao ritmo do cavalo, se aprender o ritmo uma tortura se transformará num maravilhoso galope; não surfe a mesma onda até o fim, saia dela para poder pegar a próxima; se demorar para vir uma onda das boas... espere, depois de uma onda sempre vem outra, a água que volta da praia é que vai dar a força para a próxima onda subir...


Em fim: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados, segundo O Seu Propósito.” A L E L U I A ! ! !




Você está ligado, você faz parte, você não está parado, Deus está no controle, Deus está vencendo, Deus está se movendo, Deus está sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu Poder.




Amor,




Paulo de Tarso.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Algo melhor que Avivamento


Algo Melhor Que Avivamento

Pastores de Buenos Aires crêem que sua a cidade, com 13 milhões (de habitantes), deveria ter somente uma igreja.
Uma pequena congregação pentecostal, que encarava seu ultimo domingo como igreja, enviou um e-mail para Norberto Saracco pedindo oração. Eles perderiam sua propriedade em Buenos Aires a menos que pagassem U$ 25.000 – aproximadamente o que se ganha em um ano com as ofertas, e isso seria impossível naquele momento. Somente com esse valor eles poriam fim ao longo processo judicial envolvendo a propriedade.
Saracco, que é o co-lider do conselho de pastores na capital da Argentina, fez a oração e enviou outro e-mail dizendo: “Não somos capazes de gastar $25.000 para que uma igreja em Buenos Aires não feche”.Dois dias depois, pastores de um esquadrão de denominações diferentes doarão o dinheiro. Saracco explicou: “Quando dizemos que só existe uma igreja em Buenos Aires, essas são as conseqüências. Se quisermos uma igreja forte em Buenos Aires, cada igreja local tem que ser forte também”.

Este é apenas um dos frutos, ou talvez a experiência mais marcante de unidade, da igreja na vastidão dessa cidade.

Uma Idéia Simples
O movimento de unidade na Argentina é baseado em um conceito bíblico simples. “Cada vez que o Novo Testamento cita a igreja em uma cidade como Éfeso, é sempre no singular, nunca no plural”. Assim disse Carlos Mraida, pastor da Del Centro First Baptist Church. “No entanto, quando o Novo testamento fala da liderança em uma cidade, sempre fala no plural. A igreja é singular, mas a liderança é plural”.

“Quando vamos aos EUA não conseguimos entender a divisão da igreja”. Disse Saracco, pastor da Good News Church. “Você pode ver que há um pastor em uma esquina e outro na outra esquina e eles nem mesmo se conhecem. Aqui nós somos amigos”.

Entretanto, não é somente a amizade que está em jogo. Mraida estima que, enquanto 90% das igrejas em Buenos Aires cresceram durante esses 24 anos que ele tem servido como pastor, a cidade, fora das paredes da igreja, está significativamente em pior situação em praticamente todas as camadas espirituais e sociais. “Então parece que a igreja cresceu, mas o Reino de Deus não foi estabelecido”, disse Mraida.

“Jesus disse que a única condição para vermos o avivamento chegar seria nos tornarmos um, então o mundo iria crer (João 17:20-23). O modelo missionário no qual cada um faz do seu próprio modo não funciona. Nós temos que voltar para o modelo bíblico”.

Os portenhos – assim são conhecidas as pessoas que moram na cidade – tentaram iniciar um movimento depois da cruzada que Billy Graham fez na capital em 1962, e tentaram novamente depois da cruzada de Luis Pallau em 1977, mas as duas tentativas foram um fiasco. “As igrejas nunca foram hostis ou competitivas”, disse Juan Pablo Bongarrá, o irmão que é pastor na Church of the Open Door (Igreja de Portas Abertas), elas apenas estavam focadas em seus próprios projetos.

Um novo espírito de unidade nasceu no começo dos anos 80, quando centenas de cidades argentinas formaram conselhos pastorais, graças à cruzada de Carlos Annacondia. O homem de negócios transformado em pregador da palavra solicitava a formação de um conselho antes que ele fosse visitar uma cidade. No final daquela década tivemos dois retiros nacionais com 1.200 pastores.

O conselho de Buenos Aires foi fundado em 1982 por cinco pastores: Bongarrá, Saracco, Mraida, o pastor carismático Jorge Himitián e o pastor batista Pablo Deiros. O ponto de partida desses homens foi proporcionar a amizade entre os pastores, “já que é mais fácil unir pessoas do que denominações”. Disse Saracco.

Depois veio a reconciliação e o perdão pelos erros passados. O tumulto político durante a chamada Guerra Suja, que assolou a nação nos anos 70 e 80, criou uma profunda divisão entre as igrejas mainline (que tendem a ser mais liberais com as questões teológicas e bastante preocupadas com as questões sociais), que defenderam os direitos humanos, e as igrejas evangélicas, que permaneceram em silêncio.

Em uma conferência no centro comercial da cidade em 1999, o conselho pediu que os grupos se perdoassem diante das 25.000 pessoas reunidas ali.

Com o passar do tempo, os pastores quiseram formalizar a estrutura e criaram escritórios oficiais rotativos com as pessoas eleitas para presidente, vice-presidente e outros cargos tradicionais. Porém, enquanto funcionava apenas como uma instituição típica, não funcionou muito bem, e o conselho perdeu força. Então em 2006 o conselho convidou os fundadores (menos Deiros que saiu para ir para o Fuller Theological Seminary) para voltarem e revitalizarem o conselho. Os quatro concordaram, mas com uma condição. “Nós mudamos o modo de pensar e dissemos: não vamos trabalhar como se fossemos uma instituição; vamos trabalhar como uma igreja e focar nos dons espirituais”, disse Bongarrá. “Quais pastores são evangelistas? Mestres? Profetas? Apóstolos?” Hoje, participam do conselho mais de 180 pastores, estes representam 150 das 350 igrejas que temos na cidade.

O movimento de unidade rapidamente mudou de amizade entre pastores para igrejas ajudando igrejas. Quando uma igreja anglicana foi forçada a encerrar seu programa de escola dominical em 2008 por falta de professores, o que motivou um êxodo entre as famílias, a igreja pentecostal do pastor Saracco enviou quatro voluntários para conduzir o programa no ano de 2009. Quando um pastor do subúrbio enfrentou a possível perda da propriedade onde funcionava a escola cristã em um processo legal no ano de 2008, o conselho pagou as taxas que estavam em débito e os salários dos professores até que a escola se tornasse independente.

Nos últimos quatro anos, Mraida convidou pastores de diferentes denominações para servir a comunidade mensalmente nos cultos de sua congregação Batista.

Quando a igreja de Mraida estava construindo um novo templo, o pastor Omar Cabrera, que tem uma organização interdenominacional – Vision of the Future Church (Visão da Igreja Futura) – e que fica a 10 quadras de distância da igreja, ajudou a igreja arrecadando os 70.000 pesos para comprar o cimento que tornaria possível que aquele prédio tivesse uma segunda história.

“Um monte de pastores me disseram, ‘ hei, ele está a 10 quadras de nós ‘, porque você vai ajudar a construir essa igreja?” E eu respondi, “Vamos lá, todos nós estamos no mesmo time”. Em junho de 2008 o conselho organizou 40 dias de oração, que culminou em três vigílias ao ar livre na frente do Congresso nacional. Depois tivemos mais 40 dias de oração em 2009 o que nos levou a fazer uma campanha de 50 dias, que começou na páscoa e foi até o pentecostes.

Evangelizando a Cidade
Então, em novembro de 2009, o movimento teve uma mudança significativa de igrejas ajudando igrejas para igrejas evangelizando a cidade juntas. “Com o passar dos anos nosso relacionamento ficou sólido”, disse Mraida, “mas não éramos capazes de alcançar o nível de uma missão”. Os pastores encarnaram o sacerdócio universal dos crentes e procuraram pessoas para assumir a “responsabilidade espiritual” por cada uma das 12 mil quadras no centro da cidade com três milhões de habitantes. Os voluntários oraram pela quadra sob sua responsabilidade e distribuíram Bíblias e folhetos. Hoje o conselho tem 7.000 quadras cobertas por voluntários de 100 igrejas locais. Os pastores estão confiantes de que eles irão encontrar voluntários para as 5.000 quadras que ainda faltam até o fim do ano.

O conselho lançou uma campanha de cinco anos baseada na Didaquê – obra antiga, também chamada de Instrução dos Doze Apóstolos, com as principais doutrinas cristãs – que foram condensadas em 40 sentenças em uma linguagem mais moderna. Há cada duas semanas a cidade é saturada com uma nova mensagem que promove os valores cristãos. A mensagem é divulgada em jornais, táxis, folhetos, outdoors, na tv e no rádio, sempre com o slogan “A Argentina que Deus quer… com Jesus Cristo é possível”. Muitas igrejas reforçam as propagandas pregando sermões relacionados ao tema naquela semana. As congregações estão tão entusiasmadas que as ofertas do conselho – que normalmente não ultrapassam 2.000 pesos por mês – recebeu em ofertas o espantoso montante de 750.000 pesos (equivalente a U$196.000 dólares) em cinco meses, para cobrir os gastos com publicidade.

O último exemplo de evangelismo na cidade foi em Fevereiro de 2010, com o envio de missionários para o Norte da África como representantes da igreja em Buenos Aires. As igrejas argentinas têm enviado missionários constantemente desde a conferência do COMIBAN (Conferencia Ibero Americana de Cooperação Missionária) em 1987 na cidade de São Paulo, quando foi despertada pelos movimentos missionários na América Latina.

Mas esse “envio” coletivo chegou em um novo patamar (a família Batista, por exemplo, é suprida por 20 igrejas). “Essa idéia tem um tremendo potencial missionário, e é um modelo que tornará possível fazer isso mesmo com a realidade econômica da América Latina”. Disse David Ruiz, o fundador e presidente internacional da COMIBAM.

Ruiz, agora diretor associado da World Evangelical Alliance Mission Commission, disse: “O sucesso da unidade em Buenos Aires veio no momento em que a unidade dos grupos tradicionais da América latina – tais como o conservador CONELA (Latin American Evangelical Fellowship) e a tradicional CLAI (Latin American Council of Churches) – estavam morrendo ou perdendo a relevância. As maiores parte das alianças evangélicas estão enfrentando crises de identidade. O conselho em Buenos Aires é o único grupo que trouxe uma alternativa para o modelo de unidade que existe na igreja da América latina”.

“O tipo de estrutura de unidade que Saracco e Bongarrá representam é novo. Eles, na verdade, fazem muitas coisas juntos”. Disse René Padilla, um dos principais teólogos da América latina e o presidente emérito da Fundação Kairós em Buenos Aires. Ele notou que o conselho é muito ativo, mas sua influência alcança somente o coração da cidade, não se estende para fora do centro, e as grandes divisões entre os grupos mainline e os conservadores ainda existe. Já existem sinais encorajadores com relação às pessoas dessas denominações. Mas ainda existe um longo caminho pela frente.

Além de Buenos Aires
Exemplos de unidade não estão restritos a Buenos Aires. Pastores em Neuquén estabeleceram um HMO Cristão que fornece serviços médicos a preços populares. Outros conselhos de outras cidades se juntaram e compraram uma propriedade para fundar estações de rádio cristãs. E outra vez falando em Buenos Aires, eles têm sido tão bem sucedidos que a ACIERA, Aliança Evangélica da Argentina, convocou todos os outros conselhos em abril para o seminário Batista da cidade, e dessa forma os pastores puderam aprender com os colegas portenhos.

As igrejas não precisam abandonar suas características para participar. Os pastores estão de acordo no que se refere aos elementos teológicos essenciais – “a Trindade, a morte de Jesus na cruz, sua segunda vinda – basicamente o evangelho pregado por Billy Graham e a Convenção de Lausanne”. Disse Bongarrá – e concordam em discordar do resto. Eles continuam a divergir em questões como o divórcio, segurança de salvação eterna, batismo no Espírito Santo e adoração, por exemplo.

“Esses debates podem ser importantes em minha congregação, mas não são importantes pra trabalharmos juntos e pregar o evangelho para a cidade”. Disse Bongarrá. “Nós aceitamos as diferenças e as vemos como riquezas. Seria muito chato se todas as igrejas fossem iguais. Imagine se Deus só tivesse criado um tipo de flor; seria bem chato”.

Ao invés disso as igrejas estão fazendo um intercâmbio com seus dons e pontos fortes. “Hoje as igrejas mainline estão ajudando as igrejas evangélicas a fazer o trabalho social, e as igrejas evangélicas estão ajudando as igrejas mainline a fazer evangelismo”. Disse Bongarrá. Os cristãos agora desfrutam de uma maior influência na esfera pública porque podem se apresentar como uma frente unida quando vão confrontar o governo, como aconteceu recentemente, em novembro, na questão do casamento homossexual.

Bongarrá e Saracco dizem que o processo para escolher as iniciativas e simples: o conselho de reúne mensalmente para uma refeição, uma pela manhã e outra no final da tarde para incluir os pastores que também trabalham secularmente. Depois de comer e ter comunhão uns com os outros, eles apresentam e discutem as idéias, que recebem um voto final de todo o grupo. Então eles verificam qual dos pastores tem o dom espiritual para implementar aquele projeto.

A estrutura desprendida é o que julgamos ser a chave do sucesso. E ainda mais, temos algo para fazer juntos. “Por muitos anos nós nos reunimos como um conselho, mas não tínhamos um projeto em comum”. Disse Bongarrá. “Agora mais e mais pastores estão se juntando a nós porque é bom orar junto e ter um tempo agradável juntos, mas as pessoas estão mais felizes, pois tem algo a fazer”. Mraida disse que “O mais importante é ter em mente que a unidade deve ser um processo continuo, não um evento”. “Unidade para a cidade é um processo”.

Quem visitou a Argentina falou muito a respeito do avivamento que puderam observar. Bongarrá conta: “nós temos tido crescimento nas igrejas, mas não avivamento. Avivamento muda a estrutura da sociedade. Agora nós temos algo melhor que avivamento: unidade. A unidade trouxe a oportunidade para o verdadeiro avivamento”.

Quão longe os pastores em Buenos Aires podem ir com seus esforços para se tornarem um? “Nossa visão é que um dia não teremos nenhuma separação entre as denominações, e trabalhamos com esse objetivo”. Disse Saracco, citando João 17. “Mas hoje nós temos consciência das nossas diferenças e sabemos que não veremos tal unidade enquanto estivermos vivos”.

“Nossa visão e nosso trabalho é um na fé. Talvez levem 100, 200 ou 300 anos. Nós não sabemos. Mas Abraão foi o pai da fé porque ele creu e não porque ele viu”.


TRADUÇÃO: Léia Santana

Fonte: christianitytoday
Eu li este artigo no Blog do Pastor Marcos Arrais, meu amigo querido, e meu coração queimou pelo Espírito Santo. Senti como água fresca, num dia quente e seco... Vou orar, e vou me levantar para procurar meus irmãos... São Paulo, O Nome do teu Senhor é JESUS CRISTO DE NAZARÉ!
Blog do pastor Marcos Arrais: http://www.pastorarrais.com.br